quarta-feira, 26 de maio de 2010

A DOR DO SILÊNCIO


A dor do silêncio me traz momentos
De sua doce voz, a me tornar refém
A me fazer sorrir em todos os momentos
Sem medo, sem lágrimas, sem réquiem.
A dor do silêncio agora jaz aqui
Naquela flor tão morta, tão calma
Pedindo um choro qualquer para si
Sem pompa, sem vela, sem trauma.
A dor do silêncio desatina a sede
Da vida humana...o líquido carmesim!
O sangue mortal cai em minha rede
Sem culpa, sem volta, sem fim.
A dor do silêncio se faz presente
Saudades da luz que tive um dia
Pois vago nas trevas eternamente
Sem vida, sem morte, sem poesia.


terça-feira, 25 de maio de 2010

Evenfall


O Cair da Noite
Chame teu nome ao anoitecer
Alcance por tua rosa da vida
Atire teus véus ao pôr do sol
Transgrida a decadência em meus salões
Próspera beleza
Abraçada pelo coração do éden
Grite teu nome lacrimoso
Revele para mim tua mais profunda perda
Atire... apresse minha selvagem muralha
Por um fim
Tua selvageria... gélida noite
Em vida tuas lágrimas brotam escarlates
Venha desejado anoitecer
Arrebate minha dolorosa perda
Vida lamentada ao pôr do sol
Transgrida as sombras em meu coração
Ascenda diante de mim
Deixe em testamento tua dolorosa perda
Sombrio ao coração eu lamento por ti
Devolva o vigor que ela uma vez perdeu